NEYMAR NÃO PIPOCOU!

Neymar não pipocou!

Por Oseas Araújo

O Brasil está fora da Copa do Mundo. A derrota por 2 a 1 para a Noruega dói, revolta e deixa muitas perguntas no ar. Mas uma coisa precisa ser dita com coragem e justiça: Neymar não pipocou.

Em um jogo pesado, difícil e cheio de circunstâncias contra a Seleção Brasileira, Neymar entrou, lutou, brigou, suou a camisa e chamou a responsabilidade. Muitos podem criticar, muitos podem apontar erros, muitos podem tentar colocar nas costas dele mais uma eliminação. Mas, desta vez, a verdade precisa ser dita: Neymar honrou a camisa do Brasil.

O camisa 10 não se escondeu. Não fugiu do jogo. Não virou as costas para a Seleção. Pelo contrário: entrou em campo disposto a mudar a história. Fez o gol brasileiro, de pênalti, e mostrou personalidade em um momento de enorme pressão. Quando muita gente treme, Neymar foi para a bola e marcou.

A grande pergunta que fica é: e se Neymar tivesse começado jogando? Mesmo sem estar no auge físico, mesmo andando em campo, mesmo apenas cadenciando o jogo e chamando a marcação, Neymar poderia ter mudado o roteiro da partida. A presença dele desde o primeiro tempo talvez tivesse dado ao Brasil mais criatividade, mais liderança e mais confiança.

O Brasil teve a chance de mudar o jogo antes. Bruno Guimarães perdeu um pênalti importante. É do futebol. Ninguém aqui está fazendo caça às bruxas. Mas é impossível não pensar que, se Neymar estivesse em campo naquele momento, a bola provavelmente seria dele. E, com Neymar na cobrança, talvez a história fosse outra.

Neymar é desses jogadores que incomodam até quando não está 100%. Ele chama marcação, atrai responsabilidade, quebra linhas, coloca medo no adversário e dá ao Brasil algo que faltou durante boa parte do jogo: personalidade ofensiva. A Seleção demorou a colocar em campo o jogador que mais entende o peso da camisa 10.

A eliminação é do Brasil. A responsabilidade é coletiva. Passa por escalação, estratégia, escolhas, desempenho, erros individuais e falta de contundência. Mas não cabe jogar essa conta nas costas de Neymar. Ele entrou, tentou, lutou e fez o gol. Fez o que se espera de um camisa 10: chamou a responsabilidade.

Neymar pode ter defeitos, pode dividir opiniões e pode carregar uma trajetória marcada por críticas. Mas, contra a Noruega, ele não pipocou. Ele foi homem para assumir a pressão em um momento em que o Brasil já estava ferido no jogo.

A Copa terminou para a Seleção Brasileira, mas não se pode apagar o que aconteceu em campo: Neymar honrou a camisa. E quem honra a camisa, mesmo na derrota, merece respeito.

Neymar não pipocou.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *